Casa sem sonhos
Os pombos voam rumo aos perigos das fiações
As nuvens não destacam imagens, disformes
As paginas de pensamentos passam aceleradas
Lembrando-me que os ventos do presente
Exalam um perfume dos pecados passados
As luzes fracas, são o suficiente para iluminar
Uma borboleta que invade minha visão
A canção monótona dos pássaros
Falam-me sobre minha vida triste
Traduzindo os movimentos humanos
Como passos contínuos para minha crucificação
Minha casa, cheia, completa minha solidão
Ao saber que tenho tantas pessoas
Que ainda não me tem.
Thainan de Souza
Só os anjos
Canto horrores , como os anjos não fazem
Ando na avenida, quase parando
Sempre certo de que algo esta errado
Odeio tanto, como anjos não querem
Mais nada fazem para mim
Senão frustrar minhas inexatas ações
Devoro homenagem, o que anjos julgam
sabendo que nunca saíram de mim
E que nunca entram de verdade
Critico o existir, o que os anjos esqueceram
Ou que nunca fizeram, sendo eles perfeitos
Companheiros do tudo
E no fim me encontro apoiado
Por todos os anjos que nada me falam.
Thainan de Souza
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